O presidente Jair Bolsonaro está rouco de repetir que seu governo não registrou até agora um único caso de corrupção. E se isso acontecer um dia, ele saberá agir com rigor punindo os culpados.
É bom que preste atenção no caso suspeito detectado pelo Tribunal de Contas da União que suspendeu um leilão internacional da Secretaria Nacional de Segurança Pública para a compra de armas.
O leilão aconteceu no dia 23 de outubro do ano passado. Foi para a compra de carabinas, armas com potencial menor do que o fuzil, destinadas a polícias de 22 estados e do Distrito Federal.
Nesse dia, quatro empresas foram desclassificadas. Restou apenas uma: a Rock River Arms. Foi a que apresentou o preço mais alto: R$ 80 milhões acima da que apresentou o preço mais baixo.
Pois foi a que ganhou o leilão, apesar de sua carabina, em testes, ter apresentado 16 panes, 5 deles considerados graves, como a soltura da mola da alavanca – o mecanismo que engatilha a arma.
A carabina da Rock River também foi reprovada nos itens precisão e resistência: a coronha quebrou quando a arma caiu no chão. Era uma porcaria. Custo final da compra: quase R$ 700 milhões.
O relator do processo no tribunal, ministro Benjamin Zymler, considerou frágeis ou improcedentes as explicações dadas pela Secretaria, e por isso suspendeu o leilão.
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