Ficaram sentimentos contrariados entre os militares mesmo após o anúncio dos três novos comandantes. O presidente Bolsonaro não apenas demitiu os três oficiais que comandavam as Forças Armadas, mas o fez da pior forma, regada a descaso.
Nem mesmo se encontrou com eles. O anúncio de que os então comandantes estavam sendo substituídos foi realizado de forma árida pelo ministro Braga Netto, antes que os ocupantes dos comandos pudessem colocar os cargos à disposição. Todos sabem que quem tem a prerrogativa de exonerar ou nomear é o presidente da República, e não o ministro da Defesa. Por isso, Braga Netto foi simplesmente um entregador de recados, o que pegou mal numa instituição tão hierarquizada.
Mas o que mais pesou foi o fato de Bolsonaro não ter feito sequer os elogios de praxe. Os três oficiais foram despachados com desprezo e isso gerou insatisfação principalmente no Exército. Afinal, o general Edson Pujol sempre foi uma liderança forte. O elogio e o agradecimento aos quatro foi feito pelo vice-presidente Hamilton Mourão.
“Meus respeitos e admiração ao General Fernando, Almirante Ilques, General Leal Pujol e Brigadeiro Bermudez. A condução dos assuntos da defesa e das FA foi exemplar, aliando lealdade ao Brasil e rapidez nos chamados da população. Desejo sucesso ao novo ministro e aos novos comandantes”, escreveu Mourão nas redes sociais.
De Bolsonaro, tão ativo no meio digital, não se viu, ouviu ou se leu nenhuma palavra. Dentro de instituições tão marcadas pelos protocolos, essa postura foi extremamente criticada. Agora, se tentar consertar algo, já vai ser tarde.
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