Nas últimas 24 horas, correu em Brasília a notícia de que o presidente Jair Bolsonaro deverá ser vacinado hoje contra a Covid. Arrisca-se a virar um jacaré, a se levar em conta a advertência que fez quando pressionado a comprar vacinas. Bem, mas e daí?
A coerência não é o forte dele. Nada lhe custa dizer uma coisa amanhã e seu oposto depois de amanhã. É uma maneira de confundir as pessoas. Revela também seu desconhecimento sobre a maioria dos assuntos que é obrigado a tratar.
Ninguém mais do que Bolsonaro sabotou a importação de vacinas com os argumentos mais desvairados. Para quê tanta pressa? Morreriam os que tivessem de morrer. A pandemia estava no seu finalzinho. As vacinas não são inteiramente seguras.
Deu de se exibir nos últimos dias usando máscara. Mas enquanto seu novo ministro da Saúde, apesar dos pesares, tenta fazer algo de útil no combate ao vírus, Bolsonaro ainda se esforça em deixar a pandemia continuar rolando sem freios.
Marcelo Queiroga, o ministro que sucedeu ao general Eduardo Pazuello, de triste memória, avisou aos secretários estaduais de saúde que tentará formular uma série de orientações para padronizar nacionalmente a guerra à Covid.
Isso deveria ter sido feito há mais de um ano, mas tudo bem que se faça. Resta saber se o ministro combinou com seu chefe. Bolsonaro insiste em recomendar aos brasileiros que circulem pelas ruas à vontade, sem ligar para medidas de isolamento.
A essa altura, como é possível que ainda se comporte assim? No caso dele, tudo é possível.
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