Ex-presidente da Econorte e mais cinco pessoas viram réus por peculato e lavagem de dinheiro | Paraná | G1

Ex presidente da Econorte e mais cinco pessoas viram réus por peculato e lavagem de dinheiro

1 de 1 A operação é um desdobramento da Lava Jato e investiga fraudes em contratos e aditivos envolvendo a concessão de rodovias no Paraná — Foto: Reprodução/RPC

A operação é um desdobramento da Lava Jato e investiga fraudes em contratos e aditivos envolvendo a concessão de rodovias no Paraná — Foto: Reprodução/RPC

O ex-diretor-presidente da concessionária Econorte Hélio Ogama e mais cinco pessoas se tornaram réus pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro em um processo da Operação Integração, do Ministério Público Federal (MPF).

A denúncia, do início de agosto, foi aceita pelo juiz substituto Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara da Justiça Federal de Curitiba, na terça-feira (17). A operação é um desdobramento da Lava Jato e investiga fraudes em contratos e aditivos envolvendo a concessão de rodovias no Paraná.

O MPF relata a geração de dinheiro em espécie por meio de contratos parcialmente fictícios e emissão de notas falsas. O dinheiro era para o pagamento de agentes públicos e políticos do Paraná por parte da concessionária para a manutenção dos contratos de concessão de pedágios.

Confira quem são os réus:

  • Hélio Ogama (colaborador): ex-diretor-presidente da Econorte
  • Hugo Ono (colaborador): ex-gerente de controladoria da Econorte
  • Daniel Ramos Victorino: ex-diretor financeiro da Econorte
  • João Marafon Júnior: advogado da Econorte
  • Luiz Eduardo Angelo: sócio da LL Systems
  • Florinda Aparecida Fabian Angelo: sócia da LL Systems

O G1 tenta contato com as defesas dos citados.

Os procuradores pedem a condenação dos réus com prisão e multa de, no mínimo, R$ 516,9 mil, além de bloqueio de bens.

Esquema em contrato

Conforme a denúncia, em setembro de 2013, Ogama e Luiz Eduardo se encontraram em Guarapuava, na região central do Paraná, e acertaram que no próximo contrato entre a empresa LL Systems e a concessionária, seria acrescido R$ 450 mil para devolução em espécie para a concessionária.

Em outubro do mesmo ano, as empresas firmaram o contrato de prestação de serviços especializados de desenvolvimento de sistema digital de voz e dados, no valor de R$ 3,4 milhões.

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A denúncia aponta 10 pagamentos supostamente superfaturados realizados pela Econorte em favor da LL Systems, realizados entre outubro de 2013 e abril de 2015.

"No contexto de cada pagamento, a denúncia também relatou a participação de cada acusado nos atos subsequentes que teriam sido praticados com a finalidade de devolver valores em espécie a agentes da concessionária", diz trecho da aceitação da denúncia.

Em valores atualizados, conforme o MPF, o valor gerado com o contrato foi de R$ 516,9 mil. O dinheiro foi entregue pessoalmente, em diversas prestações, aos funcionários da Econorte. Um dos réus que firmaram acordo de delação confessou as práticas ilegais.

A denúncia do MPF conta com 53 anexos relacionados à investigação, depoimentos de colaboradores e de réus, o contrato assinado entre as empresas, notas fiscais, dados bancários, fiscais e telefônicos, além de e-mails trocados à época dos fatos.

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