O vice-presidente da CPI da Covid-19 no Senado, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), informou neste sábado que deve representar uma notícia-crime contra Jair Bolsonaro (Sem partido) na Procuradoria Geral da República. O senador vai relatar o crime de prevaricação, alegando que o presidente ficou sabendo das irregularidades em torno da aquisição da vacina indiana Covaxin, mas não tomou providências, como avisar a Polícia Federal, ou o Ministério Público. “Este crime até aqui é o mínimo a ser apurado, mas tenho certeza de que a CPI vai investigar muito mais do que isso”, disse.
A notícia-crime se baseia nos depoimentos do deputado Luis Miranda (DEM-DF) e de seu irmão Luis Ricardo Miranda, um servidor do Ministério da Saúde, responsável pela importação de vacinas. Os dois compareceram na última sexta-feira, 26, à CPI da Covid-19 no Senado Federal e contaram ter se reunido com o Jair Bolsonaro, no dia 20 de março, para denunciar a pressão que Luis Ricardo vinha sofrendo para liberar a compra da Covaxin do laboratório Bahrat Biontech.
Na ocasião, segundo relatado, o presidente afirmou que iria tomar providências para que o caso fosse investigado. No entanto, somente na sexta a Polícia Federal divulgou ter aberto inquérito. Quando o caso veio à tona, no dia 24 de junho, o ministro Onyx Lorenzoni, da Secretaria Geral da Presidência, afirmou que a Polícia Federal, a Controladoria Geral da União e a Procuradoria Geral da República iriam investigar o deputado e seu irmão, alegando que as acusações contra Bolsonaro eram falsas.
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