1 de 3 Cerca de 3,5 mil crianças participam de projeto contra a dengue em Belo Horizonte — Foto: Arquivo Pessoal/ Adla Betsaida
Cerca de 3,5 mil crianças participam de projeto contra a dengue em Belo Horizonte — Foto: Arquivo Pessoal/ Adla Betsaida
Cerca de 3,5 mil crianças participam nesta segunda-feira (14) da segunda etapa do projeto Evita Dengue, que pretende analisar quais as regiões de Belo Horizonte têm mais risco de surtos de dengue, zika, chikungunya e febre amarela.
O projeto começou em 2020, selecionando crianças de 6 a 11 anos de 58 escolas municipais para participar do estudo. Destas escolas, 29 estão em regiões onde houve soltura do Aedes aegypti infectado pela bactéria Wolbachia.
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“Os mosquitos com Wolbachia se reproduzem com os mosquitos nativos e começam a transmitir a bactéria para seus descendentes, o que faz aumentar naturalmente a proporção de mosquitos com menor capacidade de transmitir o vírus”, disse a professora e uma das pesquisadoras do projeto, Adla Betsaida.
2 de 3 Aedes aegypti com Wolbachia dentro de tubo de ensaio — Foto: Reprodução/TV Globo
Aedes aegypti com Wolbachia dentro de tubo de ensaio — Foto: Reprodução/TV Globo
Nesta segunda etapa, as crianças participarão de nova coleta de dados e testagem clínica para avaliação da presença do mosquito na região ondem moram. “Durante 4 anos vamos coletar, uma vez ao ano, 10 ml de amostra de sangue de cada criança. Laboratórios no Brasil e fora do país vão verificar os possíveis casos de dengue”, falou Adla.
A escolha de crianças para participar do estudo, segundo a pesquisadora, é pelo perigo que a desidratação causada pelo mosquito Aedes aegypti pode causar e por elas permanecerem mais tempo do dia dentro dos bairros em que moram.
“As crianças têm menos locomoção. Frequentam escola e voltam para casa, enquanto os adultos trabalham em outros bairros. Uma coisa importante de ressaltar é que as crianças concordaram em participar do estudo. Além da aprovação dos pais, pedimos autorização para elas”, contou Adla.
Participam do projeto 30 voluntários. Os profissionais que fazem a coleta do sangue são identificados com uniforme e já foram vacinados contra a Covid-19.
3 de 3 Projeto contra a dengue é feito em Belo Horizonte — Foto: Arquivo Pessoal/Adla Betsaida
Projeto contra a dengue é feito em Belo Horizonte — Foto: Arquivo Pessoal/Adla Betsaida
Wolbachia
O método de inserção da bactéria no mosquito, desenvolvido em 2011 pelo World Mosquito Program (WMP), está sendo testado em 11 países para avaliar a redução da capacidade de transmissão de dengue, zika e chikungunya, pelos mosquitos infectados. Em Belo Horizonte, a aplicação é feita pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
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