O Ministério da Saúde revisou neste sábado, 24, o cronograma de entregas de vacinas contra a Covid-19 para 2021, reduzindo de forma significativa a previsão de distribuição de imunizantes em maio. De acordo com a pasta, o país deve dispor no próximo mês de 32,4 milhões de doses das vacinas de diferentes fabricantes, uma queda em relação às 46,9 milhões anunciadas em documento anterior, de 19 de março.
De acordo com o novo cronograma, o país deve receber em maio: 21,5 milhões da Fiocruz (Oxford/AstraZeneca); 5,6 milhões do Butantan (Sinovac); 2,5 milhões da Pfizer (BioNTech); 2 milhões da Covax Facility (AstraZeneca); e 842,4 mil da Covax Facility (Pfizer).
Não foram incluídas no cronograma as vacinas da Covaxin e Sputnik V, já que, segundo a equipe da Saúde, os imunizantes não receberam licenciamento da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A pasta também informou que deve receber outras 54,2 milhões de doses em junho, já adiantando uma leve redução em relação ao documento de março, quando eram previstas 56,5 milhões.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, destacou que, apesar da frustração, o Brasil está perto de atingir a meta de vacinar todas as pessoas com mais de 60 anos, um dos objetivos principais da campanha nacional.
“Mesmo com possíveis contratempos decorrentes do atraso de entrega de doses, nós estamos muito próximos de atingir a meta de vacinar todos com mais de 60 anos, o que é uma excelente notícia. Isso mostra a capacidade do nosso Programa Nacional de Imunização (PNI)”, afirmou em entrevista coletiva.
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Queiroga também destacou a marca alcançada neste sábado de 1,7 milhão de vacinados em um dia.
“Nossa campanha de vacinação tem avançado, e as doses que estavam previstas naquele calendário oficial, em função do tratado com as indústrias, naturalmente nem sempre o que é tratado é entregue”, disse.
O ritmo da campanha de vacinação contra a Covid-19 ganhou velocidade no Brasil no último mês e aumentou 42,2% em abril, em comparação com o mês anterior, segundo levantamento realizado por VEJA com base em dados do Ministério da Saúde. Entre 1 e 22 de março foram contabilizadas 7,5 milhões de agulhadas, o que corresponde a uma média de 344.926,5 doses por dia. No mesmo período deste mês foram 10,9 milhões de injeções ou cerca de 490.714,5 vacinas administradas diariamente.
Neste sábado, o país teve 71.137 novas pessoas infectadas pelo coronavírus e 3.076 mortes. Ao todo, são 14.308.215 contaminados e 389.492 óbitos.
Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Otávio Moreira da Cruz, colaboram para a redução a falta de licenciamento, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), das vacinas Coxavin e Sputnik, já encomendadas pelo governo. Ele também citou o não recebimento dos insumos para produção dos imunizantes, questões logísticas e operacionais dos laboratórios, além de atrasos na entrega de doses já prontas.
Atualmente, o Instituto Butantan, que produz a CoronaVac, e a Fiocruz, que envasa a vacina de Oxford/AstraZeneca, dependem de matéria-prima proveniente da China.
“No mês de abril a gente tem uma expectativa mais baixa de produção porque não tivemos a Covaxin entregue e tivemos alguns ajustes. Também tinha na previsão inicial a entrega das vacinas da Sputnik V, fruto do contrato celebrado entre o ministério e a União Química”, disse Cruz. “Então, esses valores não serão entregues em abril por conta do não licenciamento dessas vacinas na Anvisa”.
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